Leandro Karnal: É fundamental que existam gays. É…

É fundamental que existam gays. É fundamental pessoas de diversas etnias, é fundamental que existam diversas opiniões, inclusive contrárias a minha.

Pensador: colecione e compartilhe frases, poemas, mensagens e textos.

Leandro Karnal

Quem respeita o governador e não respeita a faxineira não é um líder, e sim um interesseiro.

Estamos gritando desesperadamente para sermos observados, nos sentimos muito solitários.

Faça, porque se você não fizer, em breve, o resto será silêncio.

Ser louco é a única possibilidade de ser sadio nesse mundo doente.

Como eu prefiro sentir-me vigiado do que sozinho, eu prefiro me sentir criticado do que largado pela indiferença

Vivemos em um mundo onde os normais são loucos, e os loucos são normais…

Agradeço o interesse pela minha alma e as centenas de textos, mensagens e vídeos para eu reencontrar a Deus. São gestos de carinho, eu sei, mas creiam-me: quanto mais vejo estes vídeos e textos, mais sólida fica minha posição. Agradeço também os salmos diários e os trechos bíblicos enviados. Não é por falta de contato com a Bíblia que eu sou ateu. Hoje eu passei duas horas e meia relendo cartas de Paulo em função do que estou escrevendo. Enviar trechos bíblicos para mim é como enviar pornografia para um senhor de 96 anos: eu lembro daquilo, já gostei, mas não provoca nenhuma reação mais em mim há muito tempo.

Enviar trechos bíblicos para mim é como enviar pornografia para um senhor de 96 anos: eu lembro daquilo, já gostei, mas não provoca nenhuma reação mais em mim há muito tempo.

INFORMAÇÃO não é FORMAÇÃO. Houve uma capilarização do conhecimento, não houve um aumento da compreensão…e as escolas ainda são arcaicas, elas ainda acham que o importante e a transmissão do conhecimento, quando, na verdade, o desafio hoje é a retenção e a formação do conhecimento.

Vivemos a Era do descartável, eu conheço uma mulher quando ela guarda o papel do presente…

O que eu penso, não muda nada além do meu pensamento, o que eu faço a partir disso, muda tudo!

Eu queria ter sido aluno hoje, ou professor há cinquenta anos quando os alunos ficavam em pé quando o professor entrava na sala.

Ainda que eu seja um otimista melancólico, sou um otimista.

A vaidade é sempre forte. Disfarçada de humildade então, ela é avassaladora.

Nós não consertamos mais relações humanas, nós trocamos. E ao trocar sapatos, computadores e pessoas que amamos por outras pessoas, vamos substituindo a dor do desgaste pela vaidade da novidade. Ao trocar alguém, creio, imediatamente eu me torno alguém mais interessante e não percebo que aquele espelho continua sendo drama da minha vaidade.

Pessoas elevadas falam de ideias; pessoas medianas falam de fatos; pessoas vulgares falam de pessoas.

É fundamental que existam gays. É fundamental pessoas de diversas etnias, é fundamental que existam diversas opiniões, inclusive contrárias a minha.

A não aceitação das diferenças é problema tanto patológico como baixa inteligência e falta de caráter. Ou uma combinação das três coisas. O fundamentalismo não precisa ser ‘falta de caráter’. Eu ainda acho que se pode educar para a Tolerância Ativa.(Na palestra Tolerância ativa)

É bárbaro todo aquele que propõe, na sua teoria, a exclusão do outro. É civilizado, seja um índio ianomâmi, ou um alemão, todo aquele que propõe a aceitação da existência do outro.(Na palestra Tolerância Ativa)

A não aceitação das diferenças torna o mundo um lugar horrível. Quem aceita isso é civilizado. Quem não aceita isso é bárbaro. Pode falar dez línguas, continuará sendo um bárbaro.(Na palestra Tolerância Ativa)

Todo ato de erigir, construir é um ato de pedra a pedra. Onde uma pedra só pode ser colocada, quando a anterior já estiver ocupando o seu lugar.

Não existe país no mundo em que o governo seja corrupto e a população honesta e vice-versa.

Pensador: colecione e compartilhe frases, poemas, mensagens e textos.

Leandro Karnal

As melhores frases de Leandro Karnal

Todo pensador tem aquelas frases que marcam sua carreira e permanecem por anos e anos na mente e vida das pessoas. Aqui, selecionamos as frases mais icônicas de Karnal, retiradas de entrevistas, livros e colunas escritas pelo professor.

Felicidade é conservar energia para coisas que valem a pena.

O que eu penso, não muda nada além do meu pensamento, o que eu faço a partir disso, muda tudo!

É fundamental que existam gays. É fundamental pessoas de diversas etnias, é fundamental que existam diversas opiniões, inclusive contrárias à minha.

A inveja é um tipo de cegueira, ela é a dor pelo sucesso alheio.

Facilidade é o nome que os vagabundos dão ao esforço alheio.

O fracasso é um quarto confortável. O sucesso é um quarto desafiador.

A vida é muito curta para que se perca tempo numa existência medíocre.

Temos o costume de não ouvir o outro. Eu digo que sou de Aquário e você responde seu signo. Eu digo que estou cansado e você responde que também. Eu digo que tenho dor de cabeça e você diz que tem um tumor.

Quem respeita o governador e não respeita a faxineira não é um líder, e sim um interesseiro.

Faça, porque se você não fizer, em breve, o resto será silêncio.

O dramático do mundo de 2017 é que aumentamos tanto a comunicação que ela corre o risco de se tornar irrelevante. Talvez por isso a gente digite tanto: não há mais nada a dizer.

As melhores frases de Leandro Karnal

Reação do historiador é de chorar de rir

O historiador Leandro Karnal fez uma publicação bem-humorada e bastante crítica no Facebook em resposta a aprovação da liminar da Justiça que permitirá que psicólogos tenham a possibilidade de tratar pessoas LGBT como “doentes”.

Karnal afirma que com a liberação da “cura gay” devemos ficar atentos a medicamentos e sintomas que possam surgir. “Quem amanhecer gay pode providenciar um atestado médico e iniciar o tratamento”, sugere.

Ele também apela para termos cuidado com os falsos homossexuais. “Estamos atentos para evitar que pessoas saudáveis se finjam de infectadas só para faltarem ao trabalho”, ironiza.

Apesar do clima de descontração, homofobia é uma coisa séria. E achar que homossexuais são doentes é revoltante.

Em 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) deixou de considerar a homossexualidade como “doença” e, desde então, esse tipo de “tratamento” para pessoas LGBT é proibido por meio de uma resolução editada pelo Conselho Federal de Psicologia. O órgão, inclusive, irá recorrer da decisão.

E, se você está indignado, você não está sozinho! Diversos famosos se posicionaram contra a medida. Afinal de contas, estamos no século 21 ou 18?

Com a decisão judicial de liberar a “ cura gay“ , tenho o prazer de anunciar a todos os nossos colaboradores:A) quem…

Posted by Leandro Karnal on Tuesday, September 19, 2017

Reação do historiador é de chorar de rir

Quanto mais frágil a sociedade julga ser uma pessoa, mais a atacará

A fêmea, na espécie humana, é tratada como um tema especial. A base da singularidade do feminino está assentada na consciência masculina que elaborou grande parte da representação das mulheres. 

Temas ligados ao corpo feminino, como o aborto, foram legislados por homens, e pior, homens com voto formal de celibato. Apesar da imaginação do meu saudoso amigo Moacyr Scliar, a Bíblia foi escrita por homens. Em Êxodo 20, 17, lemos: “Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a sua mulher, nem o seu escravo, nem a sua escrava, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença a teu próximo”. Enumeram-se bens interditados à cobiça alheia: casa, mulher, escravos, bois e jumentos. Seria ordem crescente ou decrescente de importância na visão do autor? 

Deus tem identidade masculina na língua criada por homens. Suas imagens são sempre do macho da espécie. Todo teólogo dirá que Deus não tem gênero ou forma e, sendo assim, nada impede que seja representado com seios, tão equivocados na iconografia quanto a barba. Deus é mulher no filme Dogma (Kevin Smith, 1999). Alanis Morissette encarna a figura da Toda-Poderosa na obra. Na peça teatral O Topo da Montanha, Katori Hall revela, pela boca da camareira-anja, que Deus é “Ela” e, momento lindo na interpretação de Taís Araújo, a divindade é negra e tem um “cabelão”… Trata-se de um gesto político, como foi político Michelangelo pintar o Onipotente como homem na Capela Sistina. As imagens de Deus falam muito sobre o humano.

A opção gramatical de gênero é questão menor, mas significativa. A língua determina, por exemplo, o predomínio do masculino na enumeração de itens. Se eu falar de 35 meninas numa sala e, no meio, incluir um João, são eles, os meus alunos, que surgem gramaticalmente. Há questões mais graves. Um homem sexualmente ativo recebe denominações positivas: tigrão, garanhão ou galo. Uma mulher em idêntica situação é galinha ou piranha, animais com menor associação positiva. A língua, reflexo vivo daqueles que a usam, apaga o feminino de forma tão antiga e repetitiva, que achamos que isso é natural e atemporal. Lembro-me de algo bizarro: quando criança, li o romance Éramos Seis, assinado pela senhora Leandro Dupré… Aqui, a talentosa Maria José desaparecia até no nome.

O preconceito contra a mulher, a misoginia, é sólido e universal. Contaminou outros preconceitos. Vejamos: um homem homoafetivo é mais discriminado quando é mais feminino. Perdoa-se com mais indulgência um gay como Rock Hudson do que um que se vista como ou que aparente ser mulher. É provável que a homofobia esteja contaminada por algo anterior e mais vasto, a misoginia. O defeito é ser mulher. O filme O Segredo de Brokeback Mountain (Ang Lee, 2005) foi algo novo ao trazer cowboys masculinos, casados, com filhos e… completamente apaixonados um pelo outro. Parte do sucesso da obra é este: tolera-se melhor que sejam gays, desde que não aparentem o feminino.

Quando o Enem de 2015 trouxe uma frase conhecida e antiga de Simone de Beauvoir, causou alvoroço. “Não se nasce mulher, torna-se mulher“ foi a afirmação que amotinou algumas pessoas que descobriram, enfim, a ideia escrita 62 anos antes. Beauvoir adota uma posição que existe há mais tempo ainda: o biológico feminino não é óbvio, mas parte de um processo que envolve elaboração cultural de uma identidade feminina. O tema continua dilacerando o fígado de muita gente. Para quem acredita que ser mulher ou ser homem são dados da natureza e evidentes, recomendo ganhar algum tempo assistindo ao delicado filme de Lucía Puenzo, XXY (2007).

Hoje é Dia Internacional da Mulher. Há avanços notáveis na consciência da questão. A Lei Maria da Penha trouxe à tona a extensão assustadora da violência doméstica. Enquanto o governo autoritário de Putin na Rússia retrocede e permite o espancamento de mulheres, o Brasil continua dando passos, insuficientes, mas reais, para mudar a situação. O Instituto Maria de Penha sofre com a falta de verbas e necessita do nosso auxílio. Caso deseje conhecer o trabalho dessas/desses ativistas, hoje é um dia especial para fazê-lo.

Quanto mais frágil a sociedade julga ser uma pessoa, mais a atacará. As mulheres negras, estatisticamente, sofrem ainda mais do que as brancas. Misoginia e racismo são um cruzamento desastroso. Mulheres apanham todos os dias e, quase sempre, a agressão parte do companheiro. Existe uma cultura do estupro que consegue elaborar a frase mais canalha já criada pela nossa espécie: a culpa estaria na insinuação feminina. O racismo já é crime inafiançável (embora se condene menos do que se deveria por esse tipo de comportamento inaceitável). Já a incitação à violência contra a mulher infelizmente ainda não é crime da mesma força, é apenas falta de cérebro e de caráter que gera morte, dor e traumas.

Há uma longa estrada pela frente. Inicie, talvez, vendo o site do Instituto Maria da Penha e o filme que recomendei. Depois, poderemos discutir nossa linguagem. Por fim, resta eliminar o monstrinho misógino que habita em homens e mulheres. Todos ganharemos com isso. Descobriremos, enfim, que lugar de mulher é onde essa mulher desejar estar. Boa semana para os quase 7,5 bilhões de gêneros que existem andando por este mundo!

Quanto mais frágil a sociedade julga ser uma pessoa, mais a atacará

Leandro Karnal: „Todo ataque homofóbico é sempre o choque entre dois gays“ 09/09/2016 18h55

O professor Leandro Karnal faz uma observação impactante sobre a homossexualidade: É importante lembrar que, do ponto de vista psicanalítico, todo ataque homofóbico é sempre o choque entre dois gays, o que vive a sua sexualidade e o que tem vergonha e medo da sua sexualidade, que é aquele que ataca. Karnal reforça: Sempre! E finaliza: O ataque sempre contém um desejo.

Veja também:

Em seu perfil no Facebook, Karnal ironizou a liminar que permitirá a profissionais de tratarem homossexuais como doentes. “Quem amanhecer gay pode providenciar um atestado médico e iniciar o tratamento.”, sugeriu. “Se persistirem os sintomas, podemos aumentar a medicação. há certas evidências de ser contagiosa a moléstia. Assim, estão dispensados do trabalho os que tiverem sintomas visíveis logo pela manhã.”

“Com a decisão judicial, temos condições plenas de reverter os quadros clínicos e sintomáticos. Também estamos atentos para evitar que pessoas saudáveis se finjam de infectadas só para faltarem ao trabalho. Teremos um kit na portaria com produtos de última geração para detectar problemas: a música Dancing Queen e outros sucessos do Abba. Só assim colaboraremos com seriedade com a justiça.”, brincou.

Vale lembrar que a homossexualidade deixou de ser considerada um distúrbio desde 1990 pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O decreto do juiz Waldemar Cláudio de Carvalho não exclui esta decisão, mas derruba a resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que proibia os procedimentos de reversão sexual.

Gostou? Compartilhe!

Nas redes sociais não se fala em outra coisa! A decisão do judicial que autoriza psicólogos a submeterem seus pacientes a terapias de reversão sexual, a chamada “cura gay” repercute em vários setores da sociedade, agora o historiador Leandro Karnal resolveu tratar do assunto com bom humor.